quinta-feira, 20 de julho de 2017

Caiu no vestibular

Gabarito da Coletânea de exercícios de 19/07

Exercícios básicos:
1.d 2. 1,0.10-11 m = 0,1 Å e 6,7.10-12 m = 0,067 Å 3.Ondas de rádio; raios infravermelhos; luz amarela; raios X e raios gama, 4.e; 5.b; 6.b

Exercícios de revisão:
1.c; 2.e; 3.a 4.c

Resolução dos exercícios 6, 7 e 8.

Caiu no vestibular

Exercício 6:

(UECE)
De acordo com dados de um fabricante de fogões, uma panela com 2,2 litros de água à temperatura ambiente chega a 90 °C em pouco mais de seis minutos em um fogão elétrico. O mesmo teste foi feito em um fogão convencional, a GLP, sendo necessários 11,5 minutos. Sobre a água aquecida, é correto afirmar que


A) adquiriu mais energia térmica no fogão convencional.

B) adquiriu mais energia térmica no fogão elétrico.
C) ganha a mesma energia térmica para atingir 90 °C nas duas experiências.
D) nos dois experimentos o ganho de energia térmica não depende da variação de temperatura sofrida.


Resolução:

A mesma massa m de água sofre a mesma variação de temperatura Δθ, nos dois fogões. Portanto, elas recebem a mesma quantidade de calor
Q = m.cágua.Δθ e, portanto, ganham a mesma energia térmica.

Resposta: C

Exercício 7:

(UECE)
Considere que duas panelas elétricas, de diferentes fabricantes (Z e Y), elevam a temperatura da água de 21 °C até a fervura ao nível do mar. Em uma delas, a do fabricante Z, 2 litros de água fervem em 5 minutos e na outra, a do fabricante Y, 4 litros chegam à ebulição em 10 minutos. Sobre a potência utilizada para o aquecimento do líquido nas panelas dos fabricantes Z e Y, é correto afirmar que


A) POTÊNCIAz = 2.POTÊNCIAy
B) POTÊNCIAz = POTÊNCIAy
C) POTÊNCIAz = 5.POTÊNCIAy
D) POTÊNCIAz = 10.POTÊNCIAy


Resolução:

Fabricante Z
m: massa de 2L de água; Δθ: variação de temperatura; c: calor específico sensível da água; Δt = 5min: tempo para ferver a água.

PotZ = Q/Δt = m.c.Δθ/Δt (1)

Fabricante Y
2m: massa de 4L de água; Δθ: variação de temperatura; c: calor específico sensível da água; ΔtY = 10min = 2.Δt: tempo para ferver a água.


PotY = Q/Δt = 2.m.c.Δθ/2.Δt => PotY = m.c.Δθ/Δt (2)

De (1) e (2), vem: PotZ = PotY 

Resposta: B

Exercício 8:

(PUC-SP)
Uma xícara contém 30 mL de café a 60 °C. Qual a quantidade, em mL, de leite frio, cuja temperatura é de 10 °C, que devemos despejar nessa xícara para obtermos uma mistura de café com leite a 40 °C?



www.aguadoce.com.br

Considere as trocas de calor apenas entre o café e o leite, seus calores específicos iguais e suas densidades iguais a 1g/cm3.

a) 15
b) 20
c) 25
d) 35


Resolução:

Massa de café:

m = d. V => m= 1 g/cm3.30cm3 => m = 30 g
Observe que 1 mL = 1 cm3


Princípio das Trocas de Calor

Qcafé + Qleite = 0
(m.c.Δθ)café + (m.c.Δθ)leite= 0 => 30.c.(40-60) + m.c.(40-10) =>
-600.c + 30.m.c = 0 => 30.m = 600 => m = 20 g

Resposta: b

Exercícios propostos

Exercício 9:

(OBC)
Um bloco de gelo a 0°C e sob pressão normal, tem a forma de um paralelepípedo de espessura e = 20 cm. A área A do bloco de gelo exposta perpendicularmente à direção dos raios solares é igual a 400 cm2. O bloco de gelo sofre fusão absorvendo 40% da energia radiante proveniente do Sol. Sendo Lf = 80 cal/g o calor latente de fusão do gelo, dg = 0,92 g/cm3 a densidade do gelo e CS = 1,35 kJ/m2.s, a quantidade média de energia solar que atinge a Terra por unidade de área e por unidade de tempo
(chamada constante solar) e considerando 1 cal = 4J, pode –se afirmar que todo bloco de gelo sofre fusão após, aproximadamente:


a) 44 s   b) 109 s   c) 139 s   d) 44 min   e ) 88 min.

Exercício 10:

(EFOMM)
Em um dia muito quente, em que a temperatura ambiente era de 30°C, Sr. Aldemir pegou um copo com volume de 194 cm3 de suco à temperatura ambiente e mergulhou nele dois cubos de gelo de massa 15 g cada. O gelo estava a -4°C e fundiu-se por completo. Supondo que o suco tem o mesmo calor específico e densidade que a água e que a troca de calor ocorra somente entre o gelo e o suco, qual a temperatura final do suco do Sr. Aldemir?

Assinale a alternativa CORRETA.
Dados: ccágua = 1,0 cal/g.°C; cgelo = 0,5 cal/g°C; e Lgelo = 80 cal/g
dcágua = dsuco = 1,0 g/cm3


(a) 0 °C
(b) 2 °C
(c) 12 °C
(d) 15 °C
(e) 26 °C

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Coletânea de exercícios

Hoje estamos publicando alguns exercícios escolhidos especialmente para você. Tente resolver, publicaremos o gabarito amanhã.

Exercícios básicos

Exercício 1:
Todas as ondas eletromagnéticas apresentam, no vácuo, iguais:


a) frequências
b) comprimentos de onda
c) amplitudes
d) velocidades
e) direções


Exercício 2:
Certa radiação eletromagnética apresenta frequência igual a 3,0.1019 Hz. Determine o comprimento de onda dessa radiação quando se propaga no vácuo, com velocidade 3,0.108 m/s e num outro meio em que a velocidade vale
2,0.108 m/s. Expresse os resultados em metros e em ângstrons. 


Exercício 3:
Coloque em ordem decrescente de frequência as seguintes radiações eletromagnéticas: raios gama, ondas de rádio, luz amarela, raios infravermelhos, raios X.


Exercício 4:
Uma das diferenças básicas entre luz e som é que as ondas luminosas ao contrário das sonoras:

a) não se propagam no vácuo
b) não sofrem difração
c) não sofrem polarização
d) não se propagam nos meio materiais
e) não são longitudinais


Exercício 5: 
O fato de ondas luminosas sofrerem polarização permite concluir que elas:

a) não se propagam no vácuo
b) são transversais
c) possuem grandes comprimentos de onda
d) são longitudinais
e) apresentam velocidades muito elevadas


Exercício 6:
Sabe-se que a difração é dificilmente perceptível para as ondas luminosas. Esta ocorrência está diretamente relacionada com:


a) as baixas velocidade com que se propagam
b) os pequenos comprimentos de onda que apresentam
c) o fato de serem ondas do tipo transversal
d) o fato de serem ondas do tipo longitudinal
e) suas baixas frequências


Exercícios de revisão

Exercício 1:
(Fuvest-SP)
Radiações como Raios X, luz verde, luz ultravioleta, microondas ou ondas de rádio, são caracterizadas por seu comprimento de onda (λ) e por sua frequência (f). Quando essas radiações propagam-se no vácuo, todas apresentam o mesmo valor para:


a) λ           b) f           c) λ.f          d) λ/f           e) λ2/f          

Exercício 2:
(UNIRP)
Aponte o conjunto que está em ordem crescente de comprimento de onda:


a) vermelho, azul, verde
b) vermelho, violeta, azul
c) verde, azul, violeta
d) vermelho, laranja, amarelo
e) violeta, azul, verde


Exercício 3:
(Vunesp)
Cada figura seguinte representa, num dado instante, o valor (em escala arbitrária) do campo elétrico E associado a uma onda eletromagnética que se propaga no vácuo ao longo do eixo x, correspondente a uma determinada cor. As cores representadas são violeta, verde e laranja, não necessariamente nesta ordem. Sabe-se que a frequência da luz violeta é a mais alta dentre as três cores, enquanto a da luz laranja é a mais baixa.



 
Identifique a alternativa que associa corretamente, na ordem de cima para   baixo, cada cor com sua respectiva representação gráfica.


a) laranja, violeta, verde.  
b) violeta, verde, laranja.  
c) laranja, verde, violeta.
d) violeta, laranja, verde.
e) verde, laranja, violeta.


Exercício 4:
O fato de as ondas luminosas apresentarem pequeno comprimento de onda     faz com que elas:

a) não sofram difração
b) não sofram polarização
c) sofram difração dificilmente perceptível
d) sofram polarização, ao contrário das ondas sonoras
e) propaguem-se no vácuo

terça-feira, 18 de julho de 2017

A Física explica


Ensinar Física para alunos do século XXI: como ensinar unidades e medidas. Meio metrinho ou meio metrão?

Professor Márcio Medina
Departamento de Física, Colégio Pedro II, Niterói, RJ, Brasil e Colégio QI, Unidade Botafogo, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Fonte: Revista "A física na Escola"

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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Leituras do Blog

Tensão superficial

Borges e Nicolau

Ao colocarmos uma pequena colher de aço num recipiente com água ela afunda, pois a densidade do aço é maior do que a da água. Mas por que ao colocarmos horizontalmente, com cuidado, uma agulha de aço sobre a superfície da água, ela não afunda? A resposta é que a superfície da água comporta-se como uma membrana elástica em tensão que resiste a se romper.


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Este fenômeno é denominado tensão superficial e ocorre não só com a água, mas também com outros líquidos. A formação desta membrana explica por que a água fica acima da borda de um copo, sem derramar, quando está na iminência de transbordar.



Como se explica a formação desta membrana? Considere uma molécula A de água no interior e outra B, na superfície. A molécula interna A está em equilíbrio sob ação das forças de coesão exercidas pelas moléculas que a rodeiam. Já a molécula B está sujeita a forças de coesão por partes das moléculas superficiais e daquelas que estão abaixo. A resultante das forças de coesão que age em B esta orientada para baixo. Assim, a camada superficial funciona como uma membrana, comprimindo as moléculas de baixo.



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Devido a este fenômeno a área superficial de um líquido tende a tornar-se a menor possível. Por isso, na ausência de forças externas as gotas de um líquido tendem a assumir a forma esférica que é a de menor área para um dado volume. No interior das naves espaciais, devido a imponderabilidade, as gotas de qualquer líquido solto no ambiente, assumem a forma esférica.

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Os detergentes diminuem a tensão superficial da água, permitindo que ela penetre com maior facilidade em locais de difícil acesso como cantos e orifícios pequenos, o que auxilia na limpeza de utensílios. Uma agulha colocada na superfície da água e suportada pela tensão superficial afunda quando algumas gotas de detergente são despejadas no recipiente.

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domingo, 16 de julho de 2017

Arte do Blog

Cais das Artes - Paulo Mendes da Rocha + METRO

Ricardo Canton

Nos últimos 10 anos surgiram, na esteira da inovação e dos avanços científicos, oportunidades em áreas que demandam conhecimento tecnológico na produção de imagens computadorizadas. Hoje apresentamos um artista jovem, Ricardo Canton, paulistano, arquiteto formado pelo Mackenzie em 2004. Ricardo produz imagens de arquitetura. Veja alguns de seus trabalhos realizados para renomados profissionais.

Museu do Chocolate - Metro Arquitetos

Orquidário - Parque Villa Lobos - Décio Tozzi 


Sede do Campo de Golfe - RIO - 2016 - AR-arquitetos



 Nova Galeria Leme - Paulo Mendes da Rocha + METRO


Sebrae Belo Horizonte - SpadoniAA


Instituto Moreira Salles - SPBR


Instituto Moreira Salles - SPBR
 
Se você quiser saber mais sobre computação gráfica voltada à arquitetura e conhecer outros trabalhos de Ricardo Canton, acesse:
https://www.facebook.com/arca3d

sábado, 15 de julho de 2017

Especial de Sábado

Ganhadores do Premio Nobel de Física

Borges e Nicolau
x
2013
Peter Higgs e François Englert, "pela descoberta do mecanismo que contribuiu para o entendimento da origem da massa das partículas sub-atômicas e que foi confirmada através da descoberta da partícula fundamental, pelos experimentos ATLAS e Solenoide de Múon Compacto no Grande Colisor de Hádrons do CERN".

Peter Higgs (1929), físico britânico e François Englert (1932), físico belga

Prêmio Nobel de Física 2013


Peter Ware Higgs FRS, FRSE, FKC é um físico teórico britânico e professor emérito da Universidade de Edimburgo. Foi laureado com o Nobel de Física de 2013, juntamente com François Englert, pela descoberta do mecanismo de Higgs. Peter Higgs nasceu em 29 de maio de 1929, em Newcastle upon Tyne, Reino Unido.
Prêmios: Nobel de Física (2013) · Prêmio Wolf de Física (2004) · Medalha Hughes (1981) · Dirac Medal of the Institute of Physics (1997)
Formação: King's College de Londres · Cotham School


François Englert nasceu em Etterbeek, Bélgica, em 6 de novembro de 1932. Foi laureado com o Nobel de Física de 2013, juntamente com Peter Higgs, pela descoberta do mecanismo de Higgs. Filho de judeus, sobreviveu ao Holocausto. Durante a Segunda Guerra Mundial foi uma das chamadas "crianças escondidas".
Englert obteve a graduação em engenharia mecânica e elétrica em 1955 na Université Libre de Bruxelles (ULB), onde obteve um doutorado em física em 1959. Depois trabalhou até 1961 na Universidade Cornell com Robert Brout, sendo no final professor assistente. Voltou para Bruxelas, onde tornou-se professor.


Próximo Sábado: Ganhadores do Premio Nobel de 2014:
Isamu Akasaki, Hiroshi Amano e Shuji Nakamura dividem o Nobel de Física pela invenção de nova fonte de luz branca.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Caiu no vestibular

Resolução dos exercícios 4 e 5.
Exercícios propostos: 6, 7 e 8.

Exercício 4:

(OBC)
Os coeficientes de dilatação linear de alguns metais são dados na tabela abaixo:
Com duas tiras desses metais, justapostas e bem aderidas, constrói-se uma lâmina bimetálica. Ela apresenta-se reta à temperatura θ0
. Aquecendo-se a lâmina bimetálica ou resfriando-a, ela assume os aspectos indicados abaixo.




Qual das alternativas apresenta uma possibilidade correta?

a) Lâmina1:prata; lâmina2:ouro; (θ1 > θ0) e (θ2 < θ0)
b) Lâmina1:ouro; lâmina2:chumbo; (θ1 < θ0) e (θ2 > θ0)
c) Lâmina1:prata; lâmina2:zinco; (θ1 > θ0) e (θ2 < θ0)
d) Lâmina1:prata; lâmina2:alumínio; (θ1 < θ0) e (θ2 > θ0)
e) Lâmina1:zinco; lâmina2:alumínio; (θ1 > θ0) e (θ2 < θ0)


Resolução

Analisando as alternativas, concluímos que a resposta correta é c). De fato, o zinco (lâmina 2) possui coeficiente de dilatação maior do que a prata (lâmina 1). Aquecendo-se a lâmina (θ1 > θ0) a tira de zinco por dilatar-se mais passa a ser o arco externo e a tira de prata o arco interno. Resfriando-se a lâmina (θ2 < θ0), a tira de zinco se contrai mais e passa a ser o arco interno.

Resposta: c

Exercício 5:

(OBC)
Uma placa quadrada de lado L0 é constituída de um metal de coeficiente de dilatação linear alpha. A placa é aquecida e sua temperatura sofre um aumento igual a Δθ. A diagonal da placa passa a ter um comprimento d tal que:

a) d = L0.(1+αΔθ)
b) d = L0.(1+2αΔθ)
c) d = L0.(1+3αΔθ)
d) d = L02.(1+αΔθ)
e) d = L02.(1+2αΔθ)


Resolução:

Sendo L0 o comprimento do lado do quadrado, concluímos que sua diagonal é igual a L02. Sendo a placa aquecida, sofrendo um aumento da temperatura Δθ, seu comprimento passa a ser: d = L02.(1+αΔθ)

Resposta: d

Exercícios Propostos

Exercício 6:

(UECE)
De acordo com dados de um fabricante de fogões, uma panela com 2,2 litros de água à temperatura ambiente chega a 90 °C em pouco mais de seis minutos em um fogão elétrico. O mesmo teste foi feito em um fogão convencional, a GLP, sendo necessários 11,5 minutos. Sobre a água aquecida, é correto afirmar que

A) adquiriu mais energia térmica no fogão convencional.

B) adquiriu mais energia térmica no fogão elétrico.
C) ganha a mesma energia térmica para atingir 90 °C nas duas experiências.
D) nos dois experimentos o ganho de energia térmica não depende da variação de temperatura sofrida.


Exercício 7:

(UECE)
Considere que duas panelas elétricas, de diferentes fabricantes (Z e Y), elevam a temperatura da água de 21 °C até a fervura ao nível do mar. Em uma delas, a do fabricante Z, 2 litros de água fervem em 5 minutos e na outra, a do fabricante Y, 4 litros chegam à ebulição em 10 minutos. Sobre a potência utilizada para o aquecimento do líquido nas panelas dos fabricantes Z e Y, é correto afirmar que


A) POTÊNCIAz = 2.POTÊNCIAy
B) POTÊNCIAz = POTÊNCIAy
C) POTÊNCIAz = 5.POTÊNCIAy
D) POTÊNCIAz = 10.POTÊNCIAy


Exercício 8:

(PUC-SP)
Uma xícara contém 30 mL de café a 60 °C. Qual a quantidade, em mL, de leite frio, cuja temperatura é de 10 °C, que devemos despejar nessa xícara para obtermos uma mistura de café com leite a 40 °C?



www.aguadoce.com.br

Considere as trocas de calor apenas entre o café e o leite, seus calores específicos iguais e suas densidades iguais a 1g/cm3.

a) 15
b) 20
c) 25
d) 35

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Leituras do Blog

A polarização da luz

Normalmente, uma fonte luminosa emite um tipo de radiação denominado luz natural, na qual as vibrações elétricas e magnéticas ocorrem nos mais diferentes planos, como se indica de forma esquemática na figura abaixo.


Existem certas substâncias que são polarizadoras, isto é, têm a propriedade de eliminar vários dos planos de vibração da luz natural, de modo que a luz que delas emerge é uma luz polarizada.


Vamos considerar o caso da polarização total, em que na luz emergente há apenas um plano de vibração das ondas, como representamos na figura a seguir.



Podemos, numa comparação bem simplificada, admitir que a substância polarizadora funciona como uma fenda que só deixa passar as ondas que vibram na sua direção. Essa ideia fica bem firmada pelo fato de que, colocando uma segunda substância polarizadora “cruzada” com a primeira (usando a analogia, é como se as fendas ficassem perpendiculares entre si), não emerge luz da segunda substância. Quer dizer, a luz que passou pela primeira “fenda” não consegue passar pela seguinte. A segunda substância, nesse caso, costuma ser chamada de
analisador, pois analisa se a luz que saiu da primeira estava ou não polarizada. A figura abaixo mostra esquematicamente essa ocorrência.



A luz refletida por placas de vidro e por superfícies líquidas apresenta-se normalmente polarizada. O uso de um analisador em máquinas fotográficas (filtro polaróide) e em óculos (película anti-reflexo) pode eliminar essa luz refletida, propiciando uma imagem mais nítida.


A difração da luz

Como vimos, a difração é um fenômeno ondulatório cuja ocorrência depende do comprimento de onda da radiação e das dimensões dos obstáculos ultrapassados. Para as ondas sonoras ele é percebido facilmente em situações do cotidiano, pois essas ondas têm normalmente comprimentos de onda elevados. Para as ondas luminosas, entretanto, é difícil percebê-lo, pois trata-se de ondas de comprimento de onda reduzido. Entretanto, quando os obstáculos têm dimensões da ordem de grandeza do comprimento de onda, a difração luminosa pode ser visualizada e mesmo fotografada.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Leituras do Blog

As ondas eletromagnéticas

Características gerais das ondas eletromagnéticas


No século 19, o físico e matemático escocês James Clerk Maxwell (1831-1879) descobriu que cargas elétricas oscilantes originam as denominadas ondas eletromagnéticas. Isso acontece porque o campo elétrico   e o campo magnético   que essas cargas produzem são variáveis com o tempo e essa variação caracteriza uma perturbação se propaga pelo espaço, na forma de uma onda. É a onda eletromagnética.

A variação periódica do vetor campo elétrico E ocorre num plano perpendicular àquele em que ocorre a variação do vetor indução magnética B. Como essas vibrações acontecem em direções perpendiculares à direção de propagação, caracterizada na figura pelo raio de onda, concluímos que a onda eletromagnética é uma onda transversal.



Maxwell verificou também, em seus estudos, que a velocidade de propagação de uma onda eletromagnética no vácuo é a mesma da luz, isto é, 300.000 km/s, o que o levou a concluir que a luz é constituída por ondas eletromagnéticas. Hoje, sabe-se que o chamado espectro eletromagnético é constituído por vários tipos de radiações, mostradas no quadro seguinte, no qual são apresentados valores de frequência (em hertz) e de comprimento de onda no vácuo (em metros).



Obviamente, como se trata de ondas periódicas, valem para as ondas eletromagnéticas todas as características e definições já estudads, inclusive a fórmula que relaciona velocidade (v), comprimento de onda (λ) e frequência (f):

 
v = λ.f

As ondas luminosas


Nem todas as ondas eletromagnéticas são capazes de sensibilizar a retina de nossos olhos. As ondas com essa característica são denominadas ondas luminosas e constituem, dentro do espectro eletromagnético, o espectro visível, que também costuma ser chamado de luz visível.

 As ondas visíveis têm frequências compreendidas, aproximadamente, entre

3,8.1014 Hz e 8,3.1014 Hz. Considerando que a velocidade dessas ondas no vácuo é 3,0.108 m/s, obtém-se para os respectivos comprimentos de onda os valores aproximados 7,8.10-7 m (7.800 Å) e 3,6.10-7 m (3.600 Å). O espectro visível é usualmente dividido em sete faixas, apresentadas no quadro seguinte, com nomes que correspondem às conhecidas como sete cores do arco-íris:


As ondas luminosas, sendo transversais, podem sofrer o fenômeno da polarização, que não acontece com as ondas sonoras.

Amanhã descrevemos simplificadamente o fenômeno da polarização luminosa. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Leituras do Blog

Tensão superficial

Borges e Nicolau

Ao colocarmos uma pequena colher de aço num recipiente com água ela afunda, pois a densidade do aço é maior do que a da água. Mas por que ao colocarmos horizontalmente, com cuidado, uma agulha de aço sobre a superfície da água, ela não afunda? A resposta é que a superfície da água comporta-se como uma membrana elástica em tensão que resiste a se romper.

Este fenômeno é denominado tensão superficial e ocorre não só com a água, mas também com outros líquidos.



Como se explica a formação desta membrana? Considere uma molécula A de água no interior e outra B, na superfície. A molécula interna A está em equilíbrio sob ação das forças de coesão exercidas pelas moléculas que a rodeiam. Já a molécula B está sujeita a forças de coesão por partes das moléculas superficiais e daquelas que estão abaixo. A resultante das forças de coesão que age em B esta orientada para baixo. Assim, a camada superficial funciona como uma membrana, comprimindo as moléculas de baixo.


Devido a este fenômeno a área superficial de um líquido tende a tornar-se a menor possível. Por isso, na ausência de forças externas as gotas de um líquido tendem a assumir a forma esférica que é a de menor área para um dado volume. No interior das naves espaciais, devido a imponderabilidade, as gotas de qualquer líquido solto no ambiente, assumem a forma esférica.

Os detergentes diminuem a tensão superficial da água, permitindo que ela penetre com maior facilidade em locais de difícil acesso como cantos e orifícios pequenos, o que auxilia na limpeza de utensílios. Uma agulha colocada na superfície da água e suportada pela tensão superficial afunda quando algumas gotas de detergente são despejadas no recipiente.

Pense & Responda

Pontes de Hidrogênio
(UNESP)
As moléculas de água (H2O) são atraídas umas pelas outras em associação por pontes de hidrogênio. Essa característica da água é responsável pela existência da tensão superficial, que permite que sobre a superfície da água se forme uma fina camada, cuja pressão interna é capaz de sustentar certa intensidade de força por unidade de área e, por exemplo, sustentar um pequeno inseto em repouso. Sobre a superfície tranquila de um lago, um inseto era sustentado pela tensão superficial. Após o despejo de certa quantia de detergente no lago, a tensão superficial se alterou e o pobre inseto afundou, pois, com esse despejo,

a) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto diminuiu.

b) a tensão superficial aumentou e a força exercida pela água sobre o inseto aumentou.

c) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto aumentou.

d) a tensão superficial diminuiu e a força exercida pela água sobre o inseto permaneceu constante.

e) a tensão superficial aumentou e a força exercida pela água sobre o inseto permaneceu constante.

Resposta: a

Aço flutuante
(UFSM)
Uma agulha de aço colocada, cuidadosamente, sobre a superfície da água de um tanque flutuará, apesar de a densidade do aço ser 7,8 vezes maior do que a da água. Esse fato é explicado, utilizando-se o conceito de


a) empuxo.
b) tensão superficial.
c) capilaridade.
d) viscosidade.
e) pressão

Resposta: b

domingo, 9 de julho de 2017

Arte do Blog


Arco rojo, 1957

Marcelo Bonevardi

Marcelo Bonevardi nasceu em Buenos Aires, em 13 de maio de 1929, no bairrol San José de Flores. Entre 1948 e 1950 cursou arquitetura na Universidad Nacional de Buenos Aires, carreira que abandonou para dedicar-se à arte. Autodidata,  no início copiou a natureza. Com o tempo a paisagem foi simplificando-se paulatinamente até adquirir contornos metafísicos.

"emparedado"
  
En 1950 viajou à Italia e deu início às suas primeras investigações no campo da figuração. Atraído pela obra de Piero Della Francesca, Fra Angélico e Giotto, decidiu estudar também os aspectos compositivos da linguagem renascentista. Em 1958 Simon ganhou o Guggenheim Fellowship, e no ano seguinte ele se estabeleceu em Nova York. Lá, entrou em contato com as inovações mais importantes da década, mas estava mais interessado nas culturas arcaicas. Consequentemente, em 1963, vieram suas pinturas-estruturas. Na primeira etapa, Boneverdi incorporou formas geométricas e objetos salientes ou colocados em nichos côncavos, gerando mobilidade no plano.

Sem título

O uso da geometria e a presença de alguns elementos do informalismo são indicativos de uma preferência para a ambiguidade espacial, uma das principais características de sua produção artística. Os elementos anexados usam o fragmento como recurso estético e conceitual. Neste e em outros casos, a função dele é atuar como uma metáfora para um mundo mágico imaginário e alcançar o efeito de unidade e totalidade.

Trofeo

Como parte de seu trabalho acadêmico foi nomeado Professor Assistente de Belas Artes UNCBA em 1956. Também foi designado como juiz de arte latino-americana e do Caribe para a John Simon Guggenheim Foundation, em 1979. Expôs seus trabalhos em várias cidades ao redor do mundo. Entre outras distinções, recebeu as láureas: Aquisição Award, XXXVI Exposição Anual de Artes Visuais, MMBAJBC 1957 Prémio Internacional, X Bienal de São Paulo, Brasil 1969, Rosario 1987 Award e Platinum Award Konex 1992.

Em 1991 instalou-se na cidade de Córdoba, lugar onde morreu em 1 de Fevereiro de 1994.


Cage V

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